Ocean Rig Mylos chega ao bloco BM-C-33

No Brasil desde o dia 25 de outubro, o navio-sonda de sétima geração Ocean Rig Mylos iniciou no dia 8 de novembro a nova campanha de perfuração da Repsol Sinopec Brasil no bloco BM-C-33, onde a companhia fez as descobertas de Seat, Gávea e Pão de Açúcar. Juntos, os três prospectos representam a maior descoberta feita até o momento no pré-sal da Bacia de Campos, com estimativas in place de mais de 700 milhões de óleo e mais de 3 trilhões de pés cúbicos de gás.

"Daremos início ao plano de avaliação do bloco. O primeiro poço que iremos perfurar será o Seat 2, que deve demorar cerca de três meses. Depois perfuraremos o Pão de Açúcar 2. Em ambos realizaremos um DST (procedimento para testar a pressão, a permeabilidade e a capacidade de produção de um poço). O terceiro dependerá da análise da sísmica em 3D que realizamos na érea este ano e dos resultados dos dois primeiros poços de avaliação", explica Mariano González, diretor do Projeto BM-C-33 da Repsol Sinopec Brasil.

A Ocean Rig Mylos é uma das sondas mais modernas do mundo, podendo ser utilizada em lâmina d'água de até 3.700 metros. O alto nível de automação traz maior agilidade para as operações e reduz os riscos para os trabalhadores. Em função da grande pressão encontrada nos reservatórios da camada pré-sal, será utilizado o sistema de perfuração com pressão controlada (MPD, na sigla em inglês) e dois equipamentos de prevenção contra explosões (blowout preventers, ou BOPs), quando o comum é um por embarcação.

"Há redundância em todos os equipamentos fundamentais da sonda, como no caso da torre de perfuração do tipo ‘dual activity', que permite uma maior optimização de tempo produtivo nas fases iniciais do processo, além de dois ROVs (veículos submarinos operados remotamente). Com a instalação de dois BOPs de sete gavetas, a Repsol Sinopec procura se antecipar às futuras regulações de segurança na indústria", conta Eugenio Roqueñi, engenheiro de perfuração e completação da Repsol Sinopec Brasil.

A sonda ainda é equipada com cinco bombas de lama de perfuração com seis "shale shakers" (peneiras que separam o cascalho aderido à lama de perfuração), com uma configuração no sistema que permite cumprir a regulação brasileira de descarte zero no meio ambiente. "O Ocean Rig Mylos tem as ferramentas mais modernas do mercado, que unidas a um rigoroso plano de treinamento de pessoal farão da embarcação uma referência nas operações da companhia", diz Roqueñi.

O bloco BM-C-33 é operado pela Repsol Sinopec Brasil (35%), em parceria com a Statoil (35%) e a Petrobras (30%).